<$BlogRSDUrl$>

2014/11/18

O tempo que passa 

Cerca de 40 anos e muitas doses de heroina e outras coisas que fazem "expandir a consciencia" separam estas duas fotos.

 Chet Baker - Anos 50


Chet Baker - documentário "Let's get lost" - 1988


O tempo deixa as suas marcas. A droga mais ainda...


2014/04/14

Outra imagem da essência do rock 




Jimmi Hendrix, uma Fender Stratocaster, fluido de isqueiro e um fósforo...
(Data e origem desconhecidas)




2014/01/06

Homenagem a Eusébio - Corneta Style 

Uma foto curiosa, encontrada a flutuar na net:

 Eusebio contemplating buying a Marvin Gaye & Tammi Terrell album in a record store in Harlow

À sua maneira, e de uma só penada, A Corneta faz um 3 em 1 (ou Hat Trick):

- Homenageia Eusébio
- Não fala de Futebol, fala de discos
- Contradiz o Dr. Soares: afinal o Eusébio era um homem de cultura e bom gosto!



2013/06/29

A essência do rock numa imagem 


Dizem que uma imagem vale mil palavras...


Jimmy Page performing live with Led Zeppelin. Circa 1972



2013/05/03

Lego Daft Punk 



Como diriam os U2: "even better than the real thing"


2013/04/30

Dia Internacional do Jazz 

Parece que hoje foi o dia internacional do Jazz. Tirando uma breve reportagem que ouvi esta manhã na TSF, nem me teria dado conta do "evento". Nem sequer teve direito a um "google Doodle", o que é bem a medida da pouca importância do evento...

Mas fez-me pensar... Há alguns anos atrás, quando A Corneta começou, estava a descobrir de forma mais profunda esta música nem sempre fácil, e a adorar esse processo de descoberta... Hoje em dia, tirando a paixão por Miles Davis, que perdurou, é raro ouvir Jazz.

Envelhecer, trabalhar, a crise etc... é tristemente fácil esquecer as velhas paixões!


2013/01/15

Os melhores de 2012 



Mais um ano passou e aí estão outra vez as inevitáveis listas de "melhores do ano".

Se antigamente era um gozo pessoal rever estas listas e marcar os discos conhecidos numa espécie de bingo musical, concordando ou discordando da lista, hoje em dia aflige-me olhar para uma destas listas e perceber que a colheita musical mais relevante de um ano inteiro me passou completamente ao lado...

Havendo paciência e a ajuda das milhentas fontes disponíveis on-line, as listas servem para recuperar esse ano de atraso e descobrir algumas coisas interessantes. Este ano foi o caso do disco da Jessie Ware, que descobri desta forma e muito prazer me tem dado.

Por outro lado, dentro do pouco que ouvi, para mim os melhores foram os regressos de Cat Power e dos Tindersticks. Regressos de velhas glórias, o que dirá esta escolha sobre o estado actual dos meus gostos e da minha atenção ao panorama?

Salve-se que na verdade são dois excelentes regressos, a mostrar grande forma de artistas que pelos anos de actividade já se poderiam considerar como de "meia idade".

Deixo a mim próprio a promessa de andar mais atento em 2013. Mas sinto de antemão que não a vou cumprir.


2012/11/05

Descoberta inesperada 

De vez em quando, e sem se esperar, aparece uma coisa inesperada que nos surpreende. E pede para ouvir uma e outra vez.

Deixo aqui o registo para a posteridade!

El Perro del Mar - Walk on By (St. Etienne Remix)

Genial plágio da letra do Unfinished Sympathy dos Massive Attack lá pelo meio!





2012/09/16

Beak> @ Maria Matos 

Beak> - Teatro Maria Matos, 14 de Setembro de 2012


Há coisas que só nos ficam bem admitir logo à cabeça. Este é um desses casos. Confesso, aqui e agora, que fui ver este concerto não por conhecer uma banda semi-obscura ou por particular amor ao estilo Krautrock, mas tão simplesmente por ser um side-project do gajo dos Portishead. Um simples caso de "star-struck" portanto.

Pouco conhecia, portanto, destes Beak>. Dei uma breve vista de olhos no último albúm em jeito de preparação para o concerto, li umas coisas na net, percebi que auilo andava pela linha do Krautrok à la Can ou Neu, e que por isso devia ter umas quantas linhas de contacto com o Third dos Portishead (embora, lá está, sem a voz, sem aquela voz).

Lá fomos então para o Maria Matos. Em palco, bateria, baixo / guitarra e Moog. O suficiente, portanto. Sonoridades negras, densas mas porvidas de um sentido ritmico e melódico intenso que as tornava hipnóticas e contagiantes. Música para fazer dançar a cabeça e não o corpo. Fica claro que não é uma musica para as massas, e que resulta muito melhor ao vivo que em disco.

Estranhamente, a sala relativamente pequena do Maria Matos estava apenas meia cheia. Digo estranhamente, pois se a banda é relativamente desconhecida e se a promoção foi praticamente inexistente, a velocidade com que os Portishead esgotaram salas sempre que vieram a Portugal levar-me iam a crer que haveria incautos suficientes para encher a sala apenas com poder da ideia de "é o gajo dos Portishead".


2012/08/06

Led Bib @ Jazz em Agosto 2012 

4 de Agosto de 2012

O Jazz em Agosto é um festival muito diferente dos "outros" festivais de verão. Algo mais "nicho" provavelmente não existe, e mesmo entre os festivais de Jazz faz figura de OVNI.

Claro que isso em si nada tem de mal, e ao longo dos anos já me deu oportunidade de ver umas coisas verdadeiramente diferentes, umas vezes para o bom e outras para o mau. Este ano, olhei para o cartaz, e mais uma vez me dei conta que tudo aquilo me era estranho. Mas os Led Bib chamaram-me a atenção pois o programa mencionava um dos músicos como tocando Fender Rhodes (e não apenas piano). Pensei para mim próprio "Fender Rhodes nunca é mau..." e estava escolhido o concerto deste ano.

 Em boa hora! Ás vezes parece que no Jazz já não há sítios inovadores para onde ir, e que é sou repisar os mestres ou fazer o barulho mais "free" possível, pois bem, está aqui uma prova em contrario. Um concerto entusiasmaste numa bela noite de verão, sonoridades Jazz "clássicas" a fundirem com as linguagens Rock, Trip-Hop, etc... sempre com uma bateria e baixos marcantes e o tal Rhodes a dar a sua nota particular. Uma boa surpresa para uma noite de verão "diferente".


2012/07/11

Super Bock Super Rock 2012 



Parece que o Super Bock Super Rock este ano foi fraco. Diz o Disco Digital:

"O Super Bock Super Rock não correu bem. Escasso e desinteressado público, vazio de concertos memoráveis e um estado de espírito geral atípico para um momento que se quer de celebração."

A minha costela de maldade fica feliz por ver que o público castigou este festival. Apetece-me pensar que afinal as pessoas não são estúpidas, que não aceitam como animais as más condições que lhes são repetidamente oferecidas, desde o caos do trânsito e do pó até ao péssimo som e condições de vida no recinto, sobretudo face ao preço cobrado pelos bilhetes.

Secretamente desejo que a organização se arrependa e arrepie caminho

Infelizmente algo cá dentro me diz que o que deveria ser não é, que não foram esses os motivos que afastaram as pessoas do festival. Terá sido o cartaz, a crise, a concorrência do Alive, etc. e tal... N razões circunstanciais e únicas deste ano. Não me parece que a organização se vá esforçar para mudar alguma coisa, ou que o público não volte em massa caso haja um nome mais sonante no cartaz do ano que vem... Afinal de contas o "Animalus Festivaleirus" vive e morre pelo cartaz. O resto são tretas...


2012/02/29

In the Meantime 


Hoje tirei da gaveta um disco que não ouvia há anos. Um daqueles discos de intensa paixão adolescente, há muito esquecidos e que hoje já não nos parece ter sido possível terem em tempos tido a importância que tiveram. Falo do Meantime dos Helmet, e a razão para o tirar da gaveta passou por tentar perceber se valeria a pena ir ver o concerto da próxima segunda-feira...

Hoje é fácil perceber porque era um disco importante: era um disco de metal que não soava ao mesmo que os restantes discos de metal. E isso permitia uma interessante dualidade adolescente: estar dentro da Tribo e a o mesmo tempo manter aquela ética hipster do "não ouço o que o resto da malta ouve". E não desmerecendo, era um grande disco de Metal, mais pesado que muitos pesos pesados, mas denso e recompensador, daqueles que se "apreendem" melhor a cada audição. Enfim, tinha o mesmo tipo de características que faziam do "Downward Spiral" dos NIN um disco brilhante, mas sem a parte "electrónica", antes reforçando na Guitarra e no Baixo.

Ultimamente dou por mim a recair sobre muitos discos importantes da juventude, que são trazidos de novo à tona de água, por re-edições e comemorações várias, como aconteceu recentemente com o Siamese Dreams ou com o Nevermind. E se já não consigo voltar a ouvir esses discos com o prazer de outrora, sinto também cada vez mais dificuldades em descobrir coisas novas a que me consiga ligar com algum apego... sintoma de "maturidade" ou de "velhice"?

Redescoberto o disco, ficou a vontade de ir ao tal concerto ver como serão os Helmet ao vivo. Até porque foi uma banda que nunca vi ao vivo e que não me recordo deter passado por Portugal na altura em que eram "relevantes". Ainda assim, sei que o potencial "downside" de desilusão desse concerto é muito elevado...


2012/01/31

Os melhores de 2011 

2011 não é um ano para o qual possa elaborar facilmente uma lista de "melhores do ano". Não será pela qualidade (ou a sua falta) da safra do ano, mas tão simplesmente porque o meu nível de desatenção às novidades que o ano trouxe foi tão elevado que qualquer julgamento de valor seria uma flagrante injustiça.

Assim, e apenas para memória futura, deixo nota das poucas coisas em que reparei este ano e que me surpreenderam. E que no fundo são só 2: um disco no sentido tradicional e uma banda sonora.


O disco foi o álbum de estreia de SBTRKT. Fascina desde o início pela capa e pelo título enigmáticos Q.B. pouco ou nada deixando adivinhar o que lá está dentro. E depois pelo som, uma combinação daquela negritude do Grime / Dubstep de Burial com um lado mais solarengo, mais pop feito de refrões que se incrustam. Sem dúvida uma bela descoberta.

Ja a banda sonora é a magnífica banda sonora do documentário Senna. Da autoria do brasileiro António Pinto (que trabalhou entre outras nas bandas sonoras dos filmes Colateral e Miami Vice), a música, quando conjugada com as imagens é simplesmente espectacular, adequando-se como uma luva aos 3 temas do filme: o herói trágico, a essência brasileira e a velocidade dos F1. Como disco por si só não será tão eficaz, o facto de ser praticamente todo instrumental também não ajuda a agarrar o ouvinte, mas não deixa de se ouvir bem.

Já o momento musical do ano terá sido o concerto dos Portishead no Meco, ao qual assisti mas que não consegui relatar aqui, pois nem sabia como... não valeu pelo concerto, que não foi nada de especial, até porque o sítio a isso não se prestava de maneira nenhuma. Mas terá sido talvez a última oportunidade que tive de ver os Portishead ao vivo. E só isso já vale muito....




2011/12/29

Just when I thought I was out... THEY PULL ME BACK IN! 


Quem se lembra da série dos Sopranos, lembra-se certamente do Silvio Dante, que repetia até à exaustão uma imitação do Al Pacino no Padrinho. A frase era "Just when I thought I was out... THEY PULL ME BACK IN!". Assim por si só não tem muita piada, mas na série aquilo era tão ridículo que funcionava.

Foi exactamente assim que me senti quando vi os artistas que aos poucos vão confimando presença no Optimus Alive do ano que vem... Achei que estava despachado, que depois da experiência menos boa do Optimus Alive 2010 e da experiência péssima do Meco 2011, não me apanhavam em mais nenhum. I WAS OUT!

Infelizmente o bicho cá dentro fala mais alto. E quer ser alimentado por Radiohead. E por Mazzy Star. E por Caribou... E... E.... E... E além disso "dizem que" o IVA nos espectáculos vai aumentar de 6% para 23% já daqui a uns dias....

Pobre diabo, vai comprar o teu bilhete. Antes que esgote. Antes que o preço suba... THEY PULL ME BACK IN!!!


2011/11/30

Os Smashing Pumpkins vêem a Portugal (outra vez) 

Em tempos que já lá vão, por alturas do Siamese Dreams, os Smashing Pumpkins foram uma das minhas bandas preferidas. Depois foram descendo cada vez mais profundamente na maluquice do Billy Corgan e ficando mais Mainstream, e eu fui perdendo o interesse. Ainda aturei o Mellon Collie e depois simplesmente deixei de ligar. Os discos seguintes e o visual associado de neo-gótico de pacotilha mataram o meu interesse.

Vi a banda ao vivo 3 vezes. A primeira, em 1996, foi um concerto verdadeiramente inesquecível na já defunta praça de touros de Cascais, à chuva e a chapinar na lama que se tinha tornado a arena. A segunda foi na Aula Magna, em 1998. Lembro-me que foi muito difícil arranjar bilhetes, porque a banda queria propositadamente tocar em salas mais pequenas. Foi também muito bom, com a sala cheia de fiéis que se tinham esforçado para arranjar os bilhetes (filas à porta da FNAC, etc...). A última foi no estádio do Restelo, em 2000. Mal me lembro deste último concerto, já na fase de declínio. Não deve ter sido grande coisa, pois não deixou a sua "pegada ecológica" na minha memória.

Mais tarde, apenas por respeito à ideia que tinha do Billy Corgan, e a título de mera curiosidade, ainda larguei uns euros para ver os Zwan no Coliseu. Lembro me mal do concerto, deve ter sido tão bom ou tão mau como o dos Pumpkins no Restelo em 2000 que nem ficou a memória.

Foi assim que, quando soube que os Pumpkins vinham outra vez este ano ao Coliseu, não manifestei qualquer entusiasmo. Quando me dispus a verificar os bilhetes (caros) na ticketline, dei de caras com um concerto esgotado. Afinal, ainda há muitos fiéis com paciência para o Sr. Corgan ou com vontade de reviver a juventude perdida na década de 90.

Entretanto abriu outra data, e dei por mim a pensar se também queria ir reviver a juventude. Uma rápida pesquisa pela net fez me ver que afinal estes Pumpkins são só o Billy Corgan e outros músicos, não tendo mais ninguém da banda original. Aparentemente, o homem ainda vai tocando uma parte do material antigo nos concertos, outra coisa não seria de esperar, duvido que haja assim tantos fãs interessados em material novo. Porém parece que evita propositadamente os maiores sucessos e as canções do Mellon Collie (vá se lá saber porquê...)

Fiquei a pensar se me apetecia ir, mas no fim o preço dos bilhetes e o facto de não querer estragar as boas memórias de concertos passados levaram me a deixar passar esta oportunidade. Espero que o concerto seja bom e que a malta do meu "escalão etário" que lá for volte satisfeita, mas este não é para mim...


This page is powered by Blogger. Isn't yours?