7.3.08

O domínio do mundo pelos Kinks 

Eis-me a iniciar um segundo ciclo de posts aqui n'A Corneta, agora com uma maior regularidade...é que este mundo sem música não tem tanta piada!
À primeira vista, boa música e multinacionais cinzentonas não se conjugam...
mas no youtube, como na mala do Sr.Oliveira da Figueira dos livros do Tintin, encontra-se de tudo...

É estranho ouvir uma das minhas músicas favoritas ("I'm Not Like Everybody Else" dos Kinks"), que fala de inconformismo e individualismo, a servir de fundo a uma campanha institucional... mas saúdo o bom gosto dos criativos publicitários.
Já a escolha de "Picture Book" (outra pérola de Ray Davies) como banda sonora para um anúncio de máquinas fotográficas faz todo o sentido e choca menos.
Fica aqui o desafio aos colegas de blog e aos nossos leitores para deixarem sugestões de anúncios ilustrados com músicas da sua preferência.
Até breve!



26.6.07

Mesmo mesmo mesmo irritante 

É oficial:

"You're Beautiful" de James Blunt votada a canção mais irritante de sempre.

Não sei porqué mas a surpresa não foi grande.

Já agora o raio do Crazy Frog ficou em segundo lugar. Um caso clássico de venha o diabo e escolha...



26.5.07

Control 

"Control" é o mais recente flme sobre Ian Curtis, o mítico vocalista dos Joy Division, que desta feita é interpretado por Sam Riley, vocalista dos 10.000 Things (tenho de investigar esta banda...), mas enquanto aguardo ansiosamente pela sua estreia nas salas portuguesas aqui fica o trailer (desculpem as legendas em francês):



13.4.07

Abanar o rabo e assobiar 

Blogar sobre música é partilhar o que nos dá prazer descobrir.

Vejam isto:



Peter, Bjorn & John - Young Folks

Como se consegue ser tão imbecil e genial ao mesmo tempo?


8.4.07

Psyradio/Chill 

Uma boa rádio de chill-out; 24 sobre 24 horas de música (é necessário Winamp ou iTunes).


3.4.07

Invader Tron 

Nada como relaxar a ouvir um bom chill-out. Com influências dub e psicadélicas.


13.3.07

Outro You Tube 

Hoje passei o dia a ouvir o novo álbum dos Clap Your Hand Say Yeah - Some Loud Thunder. Não constitui grande surpresa em relação ao álbum anterior mas é viciante. Tentei procurar no You Tube algum clip da minha canção favorita, sem sucesso. Mas os caminhos da net são infinitos e já há uma hype machine que partilha os mp3 publicados em blogs. Podem ser ouvidos, não descarregados e dá expressão aqui ao meu mais recente vício - Mama, Won't You Keep Those Castles In The Air & Burning?


12.3.07

While my eyes go looking for flying saucers in the sky 

O último concerto que assisti foi da Cibele no Santiago. Simpático, sem ser memorável, fez-me lembrar Smoke City e uma viagem recente a Londres, cidade do mau tempo e microcosmos culturais. O concerto em si não me desperta grande vontade de escrever, mas antes uns comentários que Cibele ia soltando ao longo da performance. Londres é cinzenta e sobre populada. Os transportes são caros e as pessoas não se afastam na rua (algo a ver com o perimetro pessoal que aqui é invadido porque há tanta gente). Dizia Cibele que o que a faz ficar passados 10 anos são os microcosmos: bairros que continuamente se vão reinventado, apesar de uma Oxford Street cheia de autocarros e gente (só em Londres para encontrar polícias para acelerar o tráfego... de pessoas ... "keep walking!"). São pequenas supresas que te fazem descobrir um excelente cheesecake no spitalfields market, ou velhas lojas de discos no Soho, livrarias em Notting Hill, enfim, prazeres.

As cidades grandes são para descobrir a pé e a pé ao som de música. As batidas marcam as passadas e os locais ficam marcados por uma banda sonora. Obrigado à Teresa por ter contribuido para esta: Klaxons, The Dears, Daniel Johnston, The Noisettes (esta foi minha. Reparei com agrado que já estavam a bombar nas lojas apesar de serem publicitados como a resposta britânica aos Yeah Yeah Yeahs ... pequeno exagero).

Diga-se em abono de toda esta exaltação com "london, london" (música de Caetano e uma excelente interpretação de Cibele com Devendra) que nesse fim de semana tocavam Jarvis Cocker a solo e Judy Garland reencarnada em Rufus Wainwright. Infelizmente certa cultura só se usufrui comprando bilhetes antecipadamente.


5.3.07

A arte da fuga 

Sábado de eclipse. Sábado já se tinha eclipsado quando mudamos a estação para a Antena 2 e ouve-se Cinematic Orchestra. O Ricardo Saló tem um novo programa na Antena 2, deve ser ele de certeza. Pois a voz inconfundível materializa-se na "Fuga da Arte", provando que ainda há muita arte nalgumas fugas. Programas de autor como este fazem falta na rádio portuguesa e é com muito agrado que ouço a Antena 2 a expandir-se, qual universo, para novas sonoridades.


3.3.07

Ó vizinho e a novela? 

"O seu nome é Deolinda e tem idade suficiente para saber que a vida não é tão fácil como parece, solteira de amores, casada com desamores, natural de Lisboa, habita um rés-do-chão algures nos subúrbios da capital. Compõe as suas canções a olhar por entre as cortinas da janela, inspirada pelos discos de grafonola da avó e pela vida bizarra dos vizinhos. Vive com 2 gatos e um peixinho vermelho..."
Este texto de apresentação do projecto Deolinda Lisboa descreve bem o espírito deste grupo: partindo de um género (fado) não muito fácil e algo fechado, conseguem criar óptimas canções, que nos falam de episódios do nosso quotidiano e da cidade em que vivemos, utilizando inteligência, bom gosto e um humor muito próprio.
Em palco, como se comprovou na passada sexta.feira no "Sítio do Cefalópode", passaram o teste com distinção: duas guitarrras clássicas, um contrabaixo e uma voz talentosa, foram os ingredientes suficientes para proporcionar um excelente concerto. Se com canções como "Movimento perpétuo associativo" e "Procissão" revelaram o seu lado mais humoristico,, foi com duas canções ditas "sérias" e mais afastadas do registo fadista, "Não sei falar de amor" e "Clandestino", que mais brilharam.
Num mundo cada vez mais uniformizado e cinzento, sabem bem ouvir projectos genuinos como este.
Não haverá por aí um editor visionário que os queira editar? Os nossos ouvidos agradecem desde já...
Mais pormenores sobre a banda e informações sobre futuros concertos em http://www.myspace.com/deolindalisboa
"Ó vizinho e a novela?será que ele ficou com ela?e eu não sei falar de amor..".
Aqui fica "Não sei falar de amor".


15.2.07

In the mood for love 

Na ressaca do dia dos namorados, um pouco mais de canção romântica...


Lesson 1
Lesson 2
Lesson 3
Lesson 4


um pouco mais de gripe aviária


14.2.07

Espalhar a Palavra 

Esta semana tenho ouvido repetidamente o ainda por estrear álbum dos Arcade Fire, Neon Bible. Compreenda-se que este, como o novo dos LCD Soundsystem, ainda não está à venda, mas estão amplamente disponíveis por métodos ilícitos e a crescer bem em termos de hype. Eu, pela minha parte, vou passando a palavra. Num trabalho em que tudo apela ao Evangelho é preciso espalhar a Boa Nova: este é seguramente do melhor de 2007 (em Fevereiro me arrisco).

Lia Mojo de Janeiro que o Neon Bible começou no meio de a tournée de 2005, num deserto de New Mexico, no meio de um vazio criativo e cansaço de concertos, escrevem "My Body is a Cage" e comprendem que querem dar o passo para o segundo trabalho. Regressam a Montreal e compram uma igreja, onde vão montar um estúdio de gravação.

Em comparação ao Funeral, Neon Bible está bem mais equilibrado. Penso que um alinhamento conseguido influencia tanto o prazer que temos em o ouvir. Se no anterior o início era muito explosivo, aqui "Black Mirror" marca o tom para uma sucessão certa de momentos violentos e tranquilos . As orquestrações continuam impressionantes, a utilização de uma profusão de instrumentos (onde se destacam a orquestra sinfónica de Budapeste em "No cars go" ou em "Keep the car running", ao lindíssimo órgão de "Intervention") acrescenta tantas matizes aos temas que os tornam ricos e sempre um pouco diferentes a cada audição.

A palavra fé aqui não é displicente. Neon Bible fala de forças que nos ultrapassam, do medo, da dúvida, da guerra, de falsos sentimentos, de falsos cristãos. Aquele que segue tantos preceitos na Igreja e que se esquece de os cumprir em casa. Neon Bible fala também de impotência perante a vida e das nossas escolhas, um oceano de violências feito com as melhores das intenções, como em "Ocean of Noise" (a minha preferida, por hoje). Não deixem de espreitar o fabuloso site http://www.neonbible.com/, onde se pode ler as letras, antecipar o grafismo do álbum, a inspiração da fábula de La Fontaine. Um manobra de marketing bem montada e isso também não é nada displicente.


25.1.07

O'queStrada 

Segundo a minha amiga Margarida esta era uma das noites mais brancas do B.leza, com casa cheia, muita animação e alguns passitos de dança para receber os almadenses O'queStrada. O dia já vai longo e a vontade de escrever escasseia, até porque encontro difícil categorizar um grupo assim: um quinto de flamenco, dois de fado, mais chason francesa, mais brasileireda e muito sotaque estrangeirado (quer fosse crioulo, quer inglês). O O'queStrada ainda não tem albúm, apenas um EP de 5 músicas, mas em palco conseguem com ajuda de Martinho da Vila, Elis Regina, Robert Flack (a do "Killing me Softly") compor um concerto muito original, cheio de instrumentos improvisados, expressão corporal e alegria. Temas originais não abundam e algumas letras eram muito probrezinhas, défices ultrapassados pelo estilo em palco e detalhes que encheram a noite (gostei muito do "Cry me a River" à luz do candeiro).Mesmo que Sandro (nome apropriado para o músico) levasse a sério o Tomatito que claramente não habitava nele e ussasse um número de calças abaixo. Desenvolver isto agora seria laborioso. Palmas para a Miranda, uma cantora muito expressiva, para o guitarrista (de guitarra portuguesa) Lido (Limo? Lima?). A banda volta ao Sul no próximo fim de semana e para um concerto grátis no Incrível Almadense no dia 2 de Fevereiro. Eu ia.


24.1.07

MPB.pt 

Respondendo ao simpático convite da Sofia, eis-me a iniciar a minha colaboração num blog sobre música...começando por propor um livro.
No livro "MPB.pt" (editora "Tinta da China") constam transcritas 16 entrevistas a músicos brasileiros concedidas ao programa de rádio "Pessoal e ...Transmissível" , da responsabilidade do jornalista Carlos Vaz Marques e emitido pela TSF.
Entre os entrevistados, para além de nomes consagrados como Chico Buarque, Milton Nascimento e Caetano Veloso, encontramos outros músicos não tão divulgados entre nós mas de excelente qualidade, como Edu Lobo, Chico César, Tom Zé e Hermeto Pascoal, provando que o filão da música brasileira é inesgotável.
Trata-se de um livro cuja leitura recomendo vivamente, para quem se interessar por música brasileira (ou, melhor dizendo, para quem gostar de música): podemo-nos deliciar com episódios como o encontro de Hermeto Pascoal com Miles Davis, a incapacidade do grande Tom Zé para fazer "canções bonitas", a recusa de Edu Lobo em aceitar o titulo de sucessor de Tom Jobim, o impacto que Ray Charles teve num jovem Milton Nascimento, ...entre muitos outros episódios.
O livro é acompanhado por um CD Audio, com excertos das entrevistas transcritas. No site da TSF, constam algumas entrevistas para audição: para despertar o apetite, sugiro a audição da entrevista a Tom Zé.
Aqui fica Elis Regina, cantando "Upa Neguinho, de autoria de Edu Lobo. Boas músicas para todos!


19.1.07

Dançar na favela 


Em Paris não há favelados mas gosta-se de dançar como um. De fim de semana na cidade tive a sorte de sair com um quase nativo para tomar uns copos e conhecer a noite. Se ao escrever isto reparo na emergência de uma faceta de Vitór Rainho que desconhecia (que Vitór??? Um fulano que escreve uma página "interessantíssima" no Tabu/Actual sobre a "noite" portuguesa. Sempre me surpreendeu quantas linhas se podem encher sobre casas cheias, caras bonitas, copos, a própria expressão "noite". Nunca ninguém diz estou no "dia". E no entanto, agora sou eu a escrever sobre o mesmo. Ironia.). O certo é que me tenho apanhado em sítios novos, música e gente diferente que me levam a concluir que isto da "noite" até tem alguma coisa que se lhe diga. Enviarei o cv.

Favela chic antes de ser bar (ou depois, porque o bar abriu primeiro em Paris em 95 sendo mais tarde fanchisado para Londres), é também um sub género musical. Um mix de samba e funk carioca que tanto te pode pôr a dançar Seu Jorge como o Bonde do Tigrão. O espaço, uma sala absolutamente banal, destaca-se pela profusão de santinhos e quadros de Cristo e Maria de ar meloso e coração palpitante que lançam o seu ar piedoso sobre a mescla de corpos que se dilui na pista (vulgo mesas e espaço em frente ao balcão). Outro sinais do chic favelado são as havaianas a 12 Euros e caipirinhas a 10. Uma das coisas mais notórias neste conceito é que a distância de segurança que qualquer português está habituado a encontrar nas casas nacionais aqui é simplesmente ignorada. A expressão todo ao molho, aplica-se. O que de certa forma é muito libertador. Como não há espaço, ninguém se preocupa muito como danças que permite dar uma oportunidade à Jennifer Beals que habita em nós para se expressar. Notei ainda que a arte de um bom Dj faz uma pequena multidão acelerar. Nunca pensei que um scratching bem aplicado ao "Boys don´t cry" causasse tanta comoção entre a assistência. Se passarem por Paris, não se esqueçam de ir à Favela.


13.1.07

Primeira “Cornetada” 

É chegada aquela altura do ano em que fazemos um balanço do que passou e planeamos o que queremos fazer.... Assim sendo, e no meio da minha longa lista de coisas a fazer, está uma muito importante:
O convite da Sofia para colaborar aqui com a Corneta, que surgiu na sequência das nossas longas conversas a caminho do curso de Cinema.... E de chegarmos à conclusão, que mesmo agora que deveriamos ser adultas bem comportadinhas, que supostamente só teriamos conversas sobre coisas sérias, continua a fazer todo o sentido do MUNDO, falar, partilhar e vibrar com uma das nossas grandes paixões, a MÚSICA....
Desta forma, cá estou eu, aceitei o convite e este é o 1º post :)

Vou começar por partilhar algumas das descobertas que fiz em 2006. Isto porque, também eu, à semelhança do comum do mortais tenho os meus Tops, confesso que tenho algumas parecenças com o Rob Gordon (personagem central do filme e livro "High Fidelity") - o gajo tinha um Top 5 para tudo....

Hoje trago aqui os vencedores na categoria de
melhor Coreografia do ano
São eles - os OK GO, a música é fixe, não tem um som inovador, mas os passinhos de dança destes meninos....Hum, como dizer....são diferentes....Estão muito à frente
Ora vejam aqui:

Sofia, depois disto ainda queres ir à dança do ventre??? Pensa bem...

Ciao




10.1.07

Entretanto 


Enquanto espero novos posts (até de novos colaboradores!), vou cumprindo os meus dois posts semanais estabelecidos pelo contrato de pré-época. Divirto-me com o lettering da Corneta. Se ontem estava Sex Pistols hoje recebe uma clara inspiração Daft Punkiana. Iron Maiden, quem sabe, amanhã.

Ontem, por razões que agora seriam laboriosas aqui desenvolver (que se prendem com o facto de estar "presa" ao mesmo canal há uma semana) tive oportunidade de ver The Filth and The Fury, documentário realizado por Julian Temple sobre os Sex Pistols em 1980, dois anos após o fim da banda. Não só é partir a rir, desde os começos aúreos a roubar o equipamento do backstage do David Bowie, mais histórias de bebedeiras e incongruências em geral, como permite "colar" uma série de acontecimentos dispersos que tens sobre a história do rock dessa época. E a história dos Sex Pitols grassa, sem dúvida, do descontentemento (não propriamente da classe trabalhadora porque os gajos eram uns indigentes, mas da probreza gerada pelo desemprego), da falta de horizontes, do assumir que nunca passarão de uns inadaptados. Aliás, nem por acaso, surge a citação de Ricardo III "Now is the winter of our discontent/Made glorious summer by this sun of York", entre outras menções a Harold Pinter. Essa e o processo moroso de encontrar letras, onde Anarquist foi escolhido apenas por ser a única palavra capaz de rimar com Anti-Christ, tornam este documentário delicioso. E o fim ditado por Nancy namorada de Sid (sua fornecedora de heroína, ex dos New York Dolls). É que é a apoteose de todo o cliché rock (que por acaso até aconteceu). Já não se fazem histórias assim.


7.1.07

May day 

Resolvi voltar a escrever aqui a Corneta e uma vez que já deixámos de ser Moby free (vá, Moby indiferentes) não quer dizer que dois you-tubes do careca vegetariano não me deixem meio enjoada. Mas isto é como começar uma história a meio.

Em 2003 havia poucos blogs, muito menos blogs sobre música. Vindos [o Bruno, a Sofia e o Tiago] do Festival Meco onde acabaramos de assistir a uma actuação muito mazinha do dito artista resolvemos criar um blog ditado por uma única regra escrita - Moby free (ou pelo menos Moby longe da guitarra). Entretanto, o Moby morreu de causas naturais (um disco fraquinho afastaram-no do mainstream) e como a idade amolece qualquer um, abraçámos um estilo mais ecuménico: afinal respeitam-se todos os gostos. Além disso o Yoda gosta do Moby. Por isso, consciente de que esta vai de certeza ser uma casa para muitas músicas e muitos estilos, nada melhor que começar por partir os tímpanos com algo nos antípodas do new age electrónico.

A música dos Spektrum é infecta, ruidosa (disco-punk , funk com beats descordenados), batida excelente para dançar, para colocar no i-pod para correr ou caminhar pela cidade. Se gostarem procurem o "Breaker" do álbum de 2004 «Enter The…Spektrum».





Ainda temos que acabar de dar uma limpeza geral ao ar vintage corneta, mas as postagens espero que agora sejam mais frequentes.


15.11.06

Moby - In this world

Um tema com umas strings simplesmente espectaculares.


Moby - Porcelain

Esta é uma pequena (?) heresia para com o espírito deste blogue, que assim deixa de ser Moby free. Este tema aparece no excelente filme "A praia", de Danny Boyle, o mesmo de "Trainspotting".


Silenciosa Corneta (2) 

There are eyes that see but say nothing at all
There are ears that hear but they don't recall.

The Hunt, Sepultura.


Silenciosa Corneta (1) 

People talking without speaking,
People hearing without listening,
People writing songs that voices never share
And no one deared
Disturb the sound of silence.

The Sound of Silence, Simon and Garfunkel.


5.11.06

Beck - The Golden Age

Já aqui gabei o excelente "Sea Change" do camaleónico Beck. Nada como um pouco de paz depois do bulício associado aos posts anteriores.


Breakcore na Finisterra 

Na onda do breakcore, mas não só, não custa destacar os seguintes blogues portugueses que reflectem este novo movimento na finisterra:

http://dezkalabro.blogspot.com/
http://samizdataclub.blogspot.com/
http://espacoespaco.blogspot.com/


Dev/Null 

http://www.myspace.com/devnull Linque para o trabalho do excelente artista breakcore Dev/Null. O meu tema favorito é aquele que também considero objectivamente mais forte, "Big Boring Bass". Demora um pouco a carregar, mas vale a pena.

O breakcore é sem dúvida um dos estilos de música mais criativos que surgiram nos últimos tempos e nele destacam-se, entre outros, Xanopticon, Duran Duran Duran ou Venetian Snares.


Merzbow live in Kung-Tu, Korea and Kobe '91

Merzbow a assustar os locais...


Rafael Toral - Space Study 2

Nestes tempos em que o Youtube é moda, posto aqui um excelente trabalho de controlo de feedback, por Rafael Toral. Parece-me que o músico está a trabalhar com um pequeno microfone e um amplificador Marshall dos mais pequenos. Agora que penso nisso, tenho esse material cá em casa...


27.10.06

For relaxing times, make it Santori times 

Em tempos de stress, nada como um bom disco de chill-out para nos recostarmos e relaxarmos um pouco.

Já é de 2001, mas também o inesquecível "Lost in Translation" é de 2003 e está em reposição no Quarteto; o tema "More than this" interpretado pelo gigante Bill Murray é simplesmente genial.


5.1.06

Best of 2005 

Devido ao longo período de inactividade, não me parece que faça sentido A Corneta apresentar uma lista dos 10 melhores (ou 20, ou 30) de 2005. Por outro lado, ano novo não sabe a ano novo sem um balanço desses, e blog musical que se preze não passa sem a sua listinha.

Porém, perdido nestas considerações dou-me conta que mesmo que me desse vontade de nomear os 10 melhores de 2005, não seria capaz de o fazer, de tal forma tenho andado alheio ao que se vai passando.

Ainda assim, e olhando para as listas que polulam em suplementos de cultura, blogues e sites musicais afins, dou-me conta que na essência anda tudo à volta do mesmo e que moda é moda e portanto este é o ano dos LCD Soundsystem.

Não querendo contrariar só por contrariar, dou-me também conta que do pouco que ouvi, aquilo de que gostei mesmo não aparece nas listas “dos outros”.

Por isso a Corneta apresenta aqui o seu reduzido best of 2005, em 3 categorias:

Categoria “discos que rodaram incessantemente no carro em 2005”




Out Hud – Let Us Never Speak Of It Again (excelente e muito underrated)

The Juan Maclean – Less Than Human (excelente e, sendo da DFA, na minha opinião é melhor que o LCD Soundsystem)

Categoria “descobertos em concerto e por acaso são muito bons”




Nils Petter Molvaer – Er (muito bom disco, excelente concerto no CCB)

Wibutee – Playmachine (por acaso é de 2004, mas o concerto foi em 2005 e foi excelente)

Categoria “bizarria do ano




Ennio Morricone – Crime and Dissonance (composições dos anos 60 / 70 – tal como o título indica, é bastante dissonante...)


14.12.05

Sigur Ros @ Coliseu 2005-11-20 

Com muito atraso ficam aqui umas fotos para mais tarde recordar um concerto que foi mais chato que esperado. À medida que cresce o público (CCB -> Aula Magna -> Coliseu) perde-se em frescura e imprevisibilidade. Mas redimiram-se na última, vá-lá...





Correcção: como o amigo JF tão bem assinalou, o 2.º concerto foi de facto no Coliseu e não na Aula Magna. Mas foi com as cadeiras montadas e por isso estava lá menos de metade dos espectadores que no 3.º. Pela incorecção, A Corneta apresenta as suas desculpas.


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