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2003/08/16

Festival do Sudoeste - Final Take 

Muito já foi dito aqui na Corneta acerca do único dia do festival onde marcámos presença. Embora partilhemos de algumas opiniões idênticas acerca dos concertos a que assistimos, a visão de cada um é sempre única e alvo de possiveis e interessantes comparações.

O cartaz deste ano primava por ser um cartaz vistoso à primeira vista, e ao qual muitos diziam ser o melhor de todas as edições do festival. Não concordando completamente, parece-me que numa vista de olhos mais atenta às bandas, pode-se reparar que, embora houvessem bandas de inegável valor, a verdade é que o cartaz pouco trazia de novo. É claro que Beck, Beth Gibbons, Jamiroquai, Beth Orton, Sly & Robbie são todos artistas de inegável valor. Mas são uma novidade por cá? Que me lembre nos últimos três anos todos já passaram por cá, e alguns deles até pelo sudoeste...(já não falando dos Morcheeba e Suede, que a par dos Bush e dos Placebo passam cá a vida).
Serve isto para vos dizer que achei o cartaz do festival muito pouco arriscado, e a trazer pouco de novo a quem costuma ir com maior ou menor regularidade a concertos.

Daí que a minha grande curiosidade na edição deste ano centrava-se no concerto dos Primal Scream.
À muito desejados em Portugal (apenas acturam cá uma vez em 1989, ainda sem terem sacado da cartola o "Screamadelica"), e com dois cancelamentos no bolso, a vinda dos Primal Scream era uma oportunidade única para ver a banda de Bob Gillespie ao vivo.
E pode-se dizer que as expectativas foram bem concretizadas. Com a plateia do Sudoeste já a meio gaz, os Primal Scream realizaram um bom e electrizante concerto. Muito mais rock, essencialmente assente nos últimos albuns, que a electrónica de "Screamadelica". Aliás, para uma banda cabeça de cartaz, terem apenas em cima do palco os Marshall virados para o público parece-me querer dizer alguma coisa...
"Jailbird", "Rocks", "Swastica Eyes", "Vanishing point", foram muitos dos clássicos que os Primal tocaram e a que o público reagiu da melhor maneira. E claro, não faltou o "Movin`on up", desta vez em versão eléctrica. Grande concerto. Valeu a espera.

Quanto aos Jamiroquai desiludiram-me bastante. Esperava um funk que colocasse toda a gente aos saltos, mas não foi isso que aconteceu. As músicas foram sucessivamante esticadas tendo-se tornado um concerto a dar para o aborrecido e longe do que estava à espera.
Bem a denotar a fase descendente da banda, os Suede deram um concerto ameno. Vi-os como cabeça de cartaz no Sudoeste à uns anos atrás e pouco evoluiram desde então.
Se é verdade que o concerto da passada sexta denotou alguns problemas técncos de som que possam ter prejudicado o concerto, menos verdade é que a reacção do público entre este concerto e o de à uns anos atrás não teve mesmo nada a ver.

A abrir o festival estiveram os "Tugas" Toranja e Blind Zero. Com um rock bastante interessante e bem construído, mas com muito do público ainda a chegar (tal como nós), os Toranja fizeram ver que são uma banda com futuro...aliás o facto de abrirem o palco principal foi quanto a mim uma aposta bem sucedida, e que devia acontecer mais vezes com novas bandas nacionais.
Os Blind Zero fizeram o que se estava à espera. Um concerto normal, onde o ponto alto foi sem dúvida a presença do "grande" Jorge Palma em duas canções.


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