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2003/07/22

To sell or not to sell? 

A venda de discos sempre foi uma prática bastante comum entre quem gosta de música e gosta de ter a sua colecção o mais adequada possivel aos gostos do próprio. Dinheiro, discos que já não se ouvem, integridade da colecção num determinado género, discos oferecidos que não interessam nem à avózinha, são todas justificações que levam a que se vá vender os discos “que já não interessam” a amigos ou nas lojas de discos em segunda mão.
Aprendi com o tempo que definitivamente não rende vender discos que já não se ouvem, ou que julgamos que já não nos interessam. Não rende mesmo! E digo isto com conhecimento de causa e com a certeza e arrependimento de ter vendido, quando era mais novo, inumeros discos que hoje gostava de ter na minha colecção. É claro que na altura a pessoa pensa que está a fazer um bom negócio, e que com o dinheiro que faz ou com o disco que troca fica sempre a ganhar e pode ir comprar o disco mais “da moda”. O problema é depois. E no meu caso (e penso que como eu haverão muitos...) arrependo-me de ter vendido discos que olhando para trás tiveram o seu significado e hoje até os gostava de voltar a ouvir...mas tá feito tá feito! As modas, os hypes, e o dinheiro, em determinada altura, têm mais peso que a razão!

Mas serve isto para quê? Para vos dizer que à pouco tempo comprei o último album dos Trubi Trio. A desilusão foi imediata. Mas quem me manda comprar um disco chamado “Elevator Music”???? Ainda o tentei ouvir meia duzia de vezes mas nunca conseguia chegar ao fim do disco pois não há pachorra para o ouvir após a 5ª ou 6ª faixa.
Daí, sabendo eu que um querido amigo nosso gosta de música electrónica, tenha comentado com ele esse facto e lhe tenha proposto no gozo a venda do disco. Após algum ajustamento das curvas da procura e da oferta e chegando ao preço de equilibrio, ele aceitou. Mas não deixei de ficar com a sensação de estar a vender um disco e a recordar-me que possivelmente mais tarde me iria arrepender.
Mas desta vez não me parece....já não vendia um disco à anos e tem de haver sempre a excepção para confirmar a regra!


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