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2003/07/31

Festival Músicas do Mundo 

Castelo de Sines - Sines 26 Julho

Os castelos, com toda a sua beleza e carga histórica, sempre foram no meu entender locais preferenciais para a realização de determinado tipo de concertos. O carisma e a singularidade, tanto para os músicos que lá tocam como para os espectadores, é algo de único e que está inerente a todos estes locais. Se juntarmos o ar tipico do verão, e uma organização excepcional, temos os condimentos perfeitos para uma noite mágica. Como a do passado sábado.
O cartaz deste último dia de festival foi composto pelas cordas dos Kronos Quartet, a música com influências latinas de Kad Achoui, e o raggae dos The Skalaties.

Aos Kronos Quartet coube a tarefa de abrir as hostilidades, e às 9:30 iniciaram a actuação baseada na sua música de cordas com contornos clássicos. A música dos Kronos é uma música que sendo tocada com instrumentos clássicos (três violinos e um contrabaixo) não se fica por aí. Ao longo da sua actuação desfilaram músicas tanto de contornos clássicos, ambientais, como de Westerns dos anos 70.
Foram no entanto poucas as músicas originais, tendo sido a maioria de autores mexicanos. O público, em grande parte sentado no chão, foi gradualmente manifestando o seu apreço pela banda e no final do concerto não se cansou de aplaudir. Regresssaram para um primeiro uncore e para tocar uma versão do "Starálfur" dos Sigur Rós. Magnifico. O público ainda pediu mais, e mais uma vez voltaram para tocar outra versão. Desta vez bem mais "rápida" que a anterior, e a homenagear pelas palavras dos próprios, a famosa actução de Jimi Hendrix em Woodstock. Star Spangled Banner foi tocada numa perfeição e num entrosamento fantástico entre os vários instrumentos, tendo sido o final perfeito para um concerto que apenas pecou por alguns problemas técnicos a meio da actuação.

Seguiu-se Kad Achouri e a sua música de contornos jazzisticos com influências latinas. Fosse por não conheçer o artista em causa, ou por ainda estar com o som dos kronos nos ouvidos, a verdade é que a actução do Kad Achouri não me estimulou por aí além. Pouco ritmada e sem agarrar grande parte da audiência, este foi o momento ideal para ir beber umas "jolas" e dar uma escapadela fora do recinto do festival ver o que se passava nas animadas das ruas circundantes do castelo.

De volta ao recinto, começaram a tocar os Skatalites. Banda dos anos 70, e tida como uma das fundadoras do raggae, destilaram ao longo da sua actuação grandes quantidades de pura energia, como se o tempo não tivesse passado por eles. O raggae dos Skatalites mantem-se fiel às suas origens e onde as suas músicas são puros exercicios ritmados de guitarra, dando lugar aos mais variados solos tanto de saxofone como de corneta.
Perante tal empenho e com um constante diálogo com o público, este ía dançando cada vez mais à medida que as músicas íam passando. A meio do concerto houve tempo fogo de artificio tendo levado o público a desviar a atenção para os ceús. Mas por poucos momentos. Apartir daí e até ao final do concerto ninguém parou, tendo feito deste concerto uma autêntica celebração, como já não via num concerto à muito tempo.
Final de luxo para um festival que reunía todas as condições para ser um sucesso. E o foi. Pelo que vi neste dia, e pelo que ouvi relativamente aos anteriores.
Paragem mais que obrigatória para o ano que vem.

PS : A corneta registou fotograficamente os momentos mais significativos da noite, contando apresenta-los a todos vocês assim que puder.


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